terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bajeenses enfrentam o primeiro dia do racionamento



O racionamento de água de 12 horas diárias entrou em vigor ontem em Bagé. 

A fraca chuva que caiu na cidade, e que até o fim da tarde somava apenas 4,8 milímetros, pouco influenciou nos níveis das barragens. A Sanga Rasa está 4,10 metros abaixo do normal, a do Piray 1,80 metro aquém da normalidade, e a Emergencial está 80 centímetros abaixo do nível normal. Desde a notícia do racionamento, os bajeenses já se preparavam para este período, que altera a rotina das casas.
A dona de casa Fernanda Pinto da Rosa, moradora do bairro Habitar Brasil, conta que desde que soube da medida começou a juntar água em panelas, garrafas e galões, já que não possui caixa d’água, fato este, que mais traz preocupação. Fernanda destaca que são quatro os moradores da casa, sendo duas crianças pequenas. “Vai ser difícil juntar. Não sei como vou enfrentar o racionamento” lamenta.
A dona de casa Vanessa Medeiros, moradora do bairro Habitar Brasil, a situação não é tão grave quanto de Fabiana, já que possui um tonel improvisado como caixa d’água, o que lhe garante armazenar uma quantia a mais de água. Conta que o racionamento muda toda a rotina da casa, tendo que se adaptar aos horários do abastecimento para tomar banho e limpar a casa. Mãe de duas filhas e grávida de sete meses de gêmeas, Vanessa está preocupada com o que considera mais essencial que é a higiene pessoal de suas filhas, “preciso da água principalmente para as crianças” destaca. Com a previsão de nascimento das gêmeas para fevereiro, a tensão aumenta, já que os bebês chegarão em meio ao racionamento. Visando este período, Vanessa já guarda água em garrafas, porém, acha difícil conseguir manter um grande estoque até lá.
 Segundo o diretor de captação e tratamento do Daeb, Sérgio Gonçalves Rodrigues, a economia gerada através do racionamento só será analisada no fim desta semana. Gonçalves lembra que no último período em que foi adotada, de junho a setembro de 2009, a medida trouxe redução de 20 a 25% no consumo. Porém, o diretor destaca que o período em que ocorreu o outro racionamento foi na saída do inverno e no início da primavera, “o momento agora é diferenciado, já que estamos no verão” argumenta. O racionamento não possui previsão de término, visto que para que isso ocorra deve haver a chuva esperada para o mês, aproximadamente 120 milímetros, mais a reposição do déficit, o que representaria cerca de 250 milímetros em apenas um mês. Já que a previsão das principais agências meteorológicas é que as chuvas ocorram abaixo do normal até o mês de abril, a tendência é que se mantenha o racionamento até que as barragens atinjam uma média satisfatória. Gonçalves chama a atenção da população para o consumo consciente, “estamos alertando para que evitem o desperdício” salienta.

INFORMAÇÕES
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O Daeb está à disposição, através da Central de Serviços, para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do racionamento, pelos telefones 115 e 0800 5102 219. Os esclarecimentos também podem ser solicitados pelo o e-mail comunicacao@daeb.com.br ou para o Fale Conosco do site www.daeb.com.br.  
JORNAL MINUANO

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